Como conquistar independência financeira

Chegou a hora de abandonar a postura que nós, na maioria das vezes adotamos, de esperar que um “pai protetor” apareça do nada para resolver nossos problemas. Tome as rédeas da sua vida financeira!



Você não precisa de soluções mágicas para viver bem financeiramente, apenas do conhecimento de algumas #estratégias, além, é claro, de três aspectos: atitude, disciplina e perseverança.


Esteja certo de que agindo da forma correta e respeitando o dinheiro, a prosperidade será o seu destino e os bons ventos da educação financeira soprarão sempre a seu favor.


A relação que estabelecemos com o #dinheiro está diretamente ligada à tranquilidade que tanto buscamos em nossa vida financeira. E para alcançar o tão sonhado sucesso, é fundamental existir um equilíbrio entre o que se ganha e o que se gasta.

Só assim você conseguirá chegar ao final de cada mês com as contas pagas e com dinheiro suficiente para a realização dos seus sonhos.


Precisamos exercer a sustentabilidade financeira, isso significa ter a capacidade de #administrar e gerir recursos de forma a #alcançar a perenidade. Na prática, é conseguir ter sempre uma reserva de dinheiro que permita realizar seus planos e passar com tranquilidade por momentos de instabilidade ou imprevistos.


Resumindo: é a capacidade de cada um de construir uma situação duradoura de equilíbrio em sua vida financeira.


Se a partir de hoje você não recebesse mais o seu ganho mensal, por quanto tempo conseguiria manter seu atual padrão de vida?

Esperamos que essa pergunta o leve a refletir e seja um estímulo para uma mudança efetiva em sua relação com o dinheiro e o consumo desenfreado. Está disposto a seguir em frente nesse desafio?


Evite cair na armadilha dos juros

Se você paga somente o mínimo do cartão de crédito, também pagará juros sobre juros e o valor da dívida ficará maior ao longo do tempo.

Nesse caso, esse é um erro bastante crítico, já que a taxa de juros do cartão de crédito é uma das maiores, as chances de você cair no buraco negro das dívidas são enormes.

Se você, por exemplo, assumir uma dívida de R$ 150,00 no cartão de crédito, a uma taxa de 9% ao mês, o montante da dívida pode chegar a R$ 4.600.000,00 em dez anos.

Esse é um exemplo clássico em que os juros trabalham contra você e, infelizmente, é um mal que aflige pessoas em todo o mundo. Sem saber dos juros que incidirão mês a mês, elas acabam perdendo a noção do buraco em que estão entrando.

Vivemos atualmente em uma explosão de crédito fácil, isso acaba sendo mais uma fonte de preocupação, pois se você não conseguir arcar com as prestações, o saldo devedor estará maior a cada mês.


Enquanto estiver preso a essas dívidas, estará impedido de poupar, investir e crescer.

Um erro comum e que contribui muito nesse processo de #endividamento é quando você passa a recorrer a empréstimos para complementar os seus compromissos ou para pagar as dívidas já assumidas.

Pode parecer uma saída, mas na verdade você só estará piorando sua situação e ficando cada vez mais distante de sua independência financeira.

No caso do cartão de crédito, é o pagamento mínimo mensal, ao pagar apenas o valor mínimo por meses seguidos, você está praticamente jogando seu dinheiro no ralo, já que sua dívida só aumentará por conta dos juros.

Nesse caso, você deve abrir mão do cartão de crédito e #negociar o pagamento do valor total em prestações fixas para liquidar o que deve.


Diante dessa afirmação, você pode dizer: “Bom, se o banco me ofereceu um limite de R$ 5.000,00 é porque eu posso arcar com esse valor!”. Mas será que pode mesmo?”.

Em primeiro lugar, lembre-se de que as instituições financeiras têm como mercadoria o dinheiro. Assim como uma lanchonete vende lanches, o banco vende dinheiro.

Os limites concedidos para os clientes costumam ser maiores do que os seus ganhos, o que provoca no orçamento das pessoas o temido desequilíbrio financeiro.

De modo geral, o recomendável é ter um cartão de crédito com limite disponível de no máximo 30% dos seus rendimentos líquidos (do que você de fato ganha). Por exemplo: se você tem um rendimento mensal de R$ 1.000,00, o limite do cartão deve ser de R$ 300,00.

O limite do seu cartão de crédito não deve jamais exceder o valor do seu ganho.


A #negociação também é muito importante para quem busca a sustentabilidade financeira e possui dívidas. Por isso, o ideal é não ter vergonha e negociar sempre que possível.

Não aceite a primeira #proposta que lhe apresentarem: mostre que o resultado da negociação tem que ser bom para ambas as partes e que você só poderá pagar se for uma situação efetivamente positiva para você. Afinal, de nada adianta assumir uma proposta com a qual não poderá arcar.


Você deve modificar seus #hábitos de consumo. A palavra de ordem inicial é organização.

Todas as despesas não essenciais devem ser cortadas. Lembre-se de que um pequeno vazamento pode afundar um grande navio.


Ser independente financeiramente não depende de quanto você ganha, mas de sua relação com o dinheiro e da maneira como você o gasta e administra.

A chave para alcançar a independência financeira é formar uma poupança segura e sustentável, que dure a vida toda, garantindo assim seu padrão de vida sem a dependência de seu ganho mensal.


Isto é, você deverá ter um volume de dinheiro guardado que renda, por meio dos juros, o valor necessário para pagar os seus gastos atuais e futuros mesmo sem trabalhar.

Essa deve ser sua meta a partir de agora.

Conquistar R$ 1 milhão é possível para quem começa a poupar cedo e possui disciplina.

A conta é fácil: se você #guardar todo mês, durante 30 anos, pouco mais de R$ 618,00, a uma taxa de 0,7%, terá alcançado R$ 1.000.000,00.

Para alcançar a independência financeira é preciso acumular uma reserva que possa render o dobro do seu padrão de vida.

Por exemplo: uma pessoa com um padrão de vida cujo valor mensal é de R$ 1.000,00 terá que obter um rendimento mensal de juros no valor de R$ 2.000,00, ou seja, o dobro do custo de vida.

Assim estará garantindo sua sustentabilidade #financeira, desde que respeite seu padrão real de vida, neste caso, de R$ 1.000,00 e ficando os outros R$ 1.000,00 acumulados na reserva financeira, que vai aumentando mês a mês.

Com #rendimentos mensais de R$ 2.000,00, o total a ser acumulado deverá ser de R$ 312.000,00 e, para isso, seria necessário poupar mensalmente por 30 anos o valor de R$ 218,00 com juros de 0,65% ao mês.

É claro que, quanto mais cedo você começa a poupar, mais fácil será para ela alcançar a sustentabilidade financeira. Enquanto não se tem uma família e uma casa para sustentar, a dica é poupar ao menos 30% dos rendimentos mensais.

Mas a idade e a situação financeira atual não devem ser usadas como desculpa. Basta um pouco de persistência e determinação para alcançar a independência financeira.


É importante analisar as diversas opções de investimento e seguros antes de optar pelo melhor destino para o dinheiro poupado.

A maior parte da população contribui mensalmente com a #previdência social, que garante ao contribuinte ou à sua família a manutenção de sua renda em caso de morte, doença grave, prisão, gravidez, acidente ou velhice.

Só que o valor retido quase sempre não é suficiente para bancar o padrão de vida com o qual as pessoas estão acostumadas. Isso porque a maioria contribui apenas com o percentual mínimo, entre 8% e 11%, que é o valor descontado obrigatoriamente todos os meses.

O problema é que com o passar do tempo o valor pago para a previdência social fica defasado em relação ao valor do salário. Isso quer dizer que a quantia a ser recebida do INSS será bem menor do que o necessário para manter o padrão de vida.

Por isso, uma das escolhas para investir o dinheiro retido pode ser a previdência privada. Ela é a opção para quem busca um sistema que proporcione uma renda mensal no futuro, principalmente quando a pessoa já não quer – ou não pode – trabalhar.

É uma alternativa que pode complementar a previdência social para garantir um futuro financeiramente estável.

No Brasil, há basicamente dois tipos de plano de previdência: a aberta, que pode ser contratada individualmente por qualquer cidadão em seguradoras ou bancos; e a fechada, destinada a grupos, como funcionários de uma empresa, sindicatos e entidades de classe.

No segundo caso, o mais comum é que o funcionário contribua mensalmente com uma parte de seu salário e a empresa banque a outra metade.

Outra opção que atrai muitos brasileiros é a caderneta de poupança, o investimento mais tradicional, conservador e popular do país.

As principais vantagens da poupança são a liquidez imediata e a possibilidade de retirada do dinheiro a qualquer hora.