Fluxo de caixa para autônomos: como iniciar suas finanças do zero


Você deve estar cansado de ouvir que controle financeiro pessoal é fundamental para alcançar sonhos e objetivos, certo? Pois saiba que manter as contas em ordem ajuda (e muito) quem trabalha como autônomo. Vamos ter que pôr tudo na ponta do lápis quanto que seu trabalho como autônomo está rendendo e analisar se é preciso fazer alguma modificação para conseguir um melhor rendimento. Um instrumento que facilita essa organização, usado por empresários e empreendedores, é conhecido como fluxo de caixa. Eu vou te explicar como essa ferramenta é importante para você que é autônomo, ou como chamamos aqui na Awee "eu empresa".


Se você não tem ideia sobre como começar a fazer esse controle, vou listar dicas de como controlar o fluxo de caixa para autônomos. Confira as dicas a seguir:


1. Tenha uma reserva de emergência

2. Contas pessoais e de empresa devem ser separadas

3. Tenha um orçamento mensal

4. Estipule o quanto quer ganhar por mês

5. Invista seu dinheiro

6. Adote o Excel

Além disso, conseguirá avaliar os resultados do seu trabalho a longo prazo por meio dos dados colhidos. Se não quiser ter o trabalho de montar uma planilha no Excel, você pode utilizar programas gratuitos de controle de fluxo de caixa, tais como: Lexos, Zanthus, Gestão Click, SIGE Lite e NEX.


De forma bem resumida, o fluxo de caixa representa o entradas e saídas de dinheiro de uma empresa em um determinado período.


Isso vale para todo tipo de empresa, inclusive para quem é autônomo, microempreendedor individual (MEI), com o negócio formalizado ou não. Quanto você recebeu no mês passado? qual o valor pago mensalmente? Se essas informações não forem claras para você, o seu negócio corre um grande risco de cair nos indicadores de empresas que "quebram" antes de 5 anos. Para chegar a esses números, é importantíssimo manter o controle detalhado dos ganhos e gastos.

Ao montar um fluxo de caixa, você vai conseguir identificar quanto “sobrou”, ou melhor, o saldo disponível para eventuais emergências ou mesmo para guardar dinheiro já sabendo que determinados períodos são mais fracos para seu negócio, por exemplo. Contudo, o resultado do fluxo de caixa é justamente o saldo, que pode estar em dinheiro ou em uma conta corrente.


Conta PJ ajuda a separar finanças


Uma dica simples e fácil para deixar cada um na sua "caixinha" é ter uma conta corrente para pessoa física (aquela que você movimenta para pagar recebimentos e pagamentos de contas pessoais) e uma conta corrente para pessoa jurídica (que vai servir para receber e pagar tudo que se refere a empresa).

Existem alguns bancos digitais que oferecem contas PJ sem custos e muitíssimo acessíveis, como por exemplo: neon, inter, PJ Bank, Original, etc. Postei sobre elas em nosso Instagram, Dá uma olhada! Aproveita e nos segue =)


Como montar um fluxo de caixa


Assim como o orçamento pessoal ou familiar, o fluxo de caixa do seu negócio pode ser montado em um caderninho com lápis ou caneta, mas também por meio de uma planilha ou programas de gestão empresarial. Adote a forma que for melhor e mais conveniente para o seu caso. O importante, mesmo, é ter disciplina e organização para manter o fluxo de caixa sempre atualizado.


Compras e vendas à vista e a prazo


Para manter as finanças organizadas, é fundamental separar todos os recebimentos em “vendas à vista” e “vendas a prazo”. Os pagamentos também devem ser divididos em “compras à vista” e “compras a prazo” – importante incluir outros pagamentos, se for o caso. Em outro campo da planilha ou do caderninho, registre todos os pagamentos e recebimentos previstos, isto é, aqueles que você já sabe que vai pagar ou receber em algum momento.

Eu gosto muito do Zeropaper, você pode fazer isso usando App no celular ou no computador, evita a desculpa de não saber usar Excel e de não ter tempo.


Contas a pagar e a receber


Em “contas a pagar” e “contas a receber”, detalhe todos os compromissos já assumidos dando “nome aos bois”, com valores (mesmo que estimados). Por exemplo: salário de funcionários em “contas a pagar” e vendas à vista em “contas a receber”.

Não sabe quanto vai pagar de conta de luz, internet ou impostos? Faça uma estimativa com base nos meses anteriores.

Pode ser um valor médio. Por exemplo, se o valor pago de energia elétrica durante o ano todo somou R$ 540, divida essa quantia por 12 e chegará em uma média de R$ 45 por mês. Ajuste sempre que precisar.

A regrinha de fazer estimativas serve também para o cálculo do valor das vendas à vista. Nesse caso, uma dica é conhecer o comportamento do seu consumidor e, claro, o quanto a demanda pelo negócio varia mês a mês. Em vez de apenas fazer uma média das vendas diárias, lembre-se de que seu produto ou serviço vende mais ou menos em determinadas épocas do ano. O ideal, é ser conservador nas estimativas para não ter “surpresas” com um resultado abaixo do projetado.


O que incluir na conta do fluxo de caixa?


Recebimentos: nessa lista, devem ser relacionadas todas as vendas à vista e a prazo (se achar melhor, separe por meios de pagamento. Por exemplo, cartão de débito, crédito, cheque, dinheiro etc.). Rendimentos de aplicações financeiras e outros recebimentos (desde que relacionados ao negócio, claro) precisam fazer parte desse item.

Pagamentos: nessa lista devem ser considerados desde gastos básicos, como conta de luz, água, telefone, internet, impostos, contador, materiais de escritório, até empréstimos ou dívidas contraídas, inclusive para fazer investimentos com o objetivo de ampliar o negócio.


Agora que você já aprendeu o básico sofre fluxo de caixa, faça um levantamento de tudo que entra e sai do seu negócio, depois passe isso para um controle de sua preferência.


No começo, pode parecer chato, mas anota aí: o resultado será medido pela tranquilidade.

Bons negócios!




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